quinta-feira, 24 de novembro de 2011

ASSISTENCIALIDADE REVISTA


Quando a célula é iluminada com uma tênue luz azul,
passa a emitir luz laser verde direcionada. 

SIMESP - Comunicação

A caneta, como se subitamente recebesse uma rajada de energia, precipitou-se ao chão.
O exercício era descreve-la segundo a percepção de cada um. Alguns agregaram valor, significado, falando de suas funções. A maioria, porém, como eu, deteve-se a observar as características físicas do objeto.

Ninguém, entretanto, havia percebido a conexão da caneta consigo mesmo e com o universo.

Tratava-se de um aperitivo à quebra de paradigmas, ao rompimento, ainda que efêmero, com a dualidade da mente.

Células Nervosas
A semente plantada em meu cérebro, naquela tarde de imersão na Assipec, encontrou um  solo remexido, aerado por mãos indígenas que recobraram a memória após vidas de esquecimento. Sim, as mãos.

Sob o aspecto rústico resultante das vicissitudes da vida terrestre, pulsa a qualidade inerente, própria desta consciência: habilidade.

A exteriorização das raízes tem início, coincidindo com um momento de resgate da história familiar, de balanço de valores, de conscientização de aspectos obscuros do meu comportamento.

Para mim, assistência era um passo na direção do divino, mas ainda me acompanhavam antigas crenças de como seria esse caminhar. Cuidar da minha família, das minhas coisas, era uma atitude egoísta, pequena. Ser merecedora de apreço, ser grande, exigia doação, renúncia, solidariedade

Esse paradigma fez com que eu rompesse com minha vida burguesa quase feliz e buscasse dar assistência aos menos favorecidos. Fui feliz, até que me tornei novamente quase feliz e quase burguesa. Também o assistencialismo acabou por tornar-se um fardo, gerando grave enfermidade.

Os sinais de que perdera o caminho eram nítidos. Havia algo errado, intimamente, eu sabia. Retornei ao ponto de partida para descobrir.

O que é assistencialidade? Há muito o que aprender ainda sobre ela. Enquanto prevalecem os velhos paradigmas, se permanecemos invadidos pela culpa, irmã da soberba, ou qualquer outro sentimento de ser privilegiado, convivendo com incapazes e desvalidos, é o mesmo que abrir apenas um dos olhos, ou andar com um só pé (refiro-me ao espírito, que não tem olhos, ou pés).

Os  novos dados e questões a serem trabalhados:

1. Os pensamentos, sentimentos e o corpo físico são apenas resíduos, subprodutos da consciência. Poderá, então ser mudado o que consideramos real? É real, ou nada mais que ilusão criada pela nossa ignorância?

2. As células demonstram que a assistencialidade é um mecanismo natural. Através de um processo de homeostase interna, elas assistem a si mesmas, promovendo o equilíbrio. Indícios de que somos perfeitos?

3. Cada pessoa tem um código único de assistência, que deve resgatar da memória de suas próprias células. E, diferente de assistencialismo, onde se sacrifica algo de si para dar ao outro, quanto mais se doa, mais se enriquece de energia. Para muitos, essa doação se potencializa se for realizada de forma anônima, universalista, sem rótulos de qualquer espécie. Como será a que corresponde ao meu Código Pessoal? Aquela que poderá colocar em equilíbrio todo o meu ser?

Repetindo aqui o princípio máximo da Conscienciologia, não acredito em nada. Meu cérebro precisa refletir,  comparar, experimentar, ampliar. 

O calor da luz atingindo meu corpo foi real?

Só o meu coração pode responder, neste momento.


Mandala da Luz da Consciência

Amplie conferindo as palestras da Assipec nos links abaixo:

Amplie pesquisando, experimentando por si próprio.