domingo, 19 de fevereiro de 2012

O JOGO DE PEDRAS COMO ORÁCULO

Comecei a adolescência com muitos questionamentos e com a crença de que a verdade deveria ser exata, científica, baseada, no mínimo, em extensas bibliografias e citações. Para mim, a matemática, com todos os seus símbolos de reconhecida exatidão, era a personificação maior da ciência, a prova dos 9.

No processo de autoconhecimento, quando não me contentei mais com as evidências das operações simples,  passei a buscar o mundo das fórmulas. Ao mesmo tempo, deparei-me com correntes filosóficas e estudos antropológicos que cada vez mais demonstravam a diversidade humana, a mutabilidade dos fenômenos e a inexatidão de muitas teorias.

Numa palestra sobre Astrologia, a possibilidade de compreender as diferentes formas de afetividade foi a isca para penetrar nesse estudo profundo do comportamento. À medida em que tomava conhecimento dos movimentos dos planetas, pude observar a sincronicidade que deu origem aos mitos e arquétipos que comandam a mente, os sentimentos  e o corpo dos humanos através dos séculos.

Conheci o I CHING, oráculo milenar chinês, desenvolvido através dos símbolos encontrados no casco de uma tartaruga, representando as 64 mutações da vida. Para consultá-lo, o erudito utiliza a numerologia.  Soube, também, da existência da forma dos feixes de bambu, utilizada pelos camponeses, e o das moedas, adotada pelos burgueses, que chegam aos mesmos impressionantes resultados.  Representando com o corpo os movimentos cósmicos, comecei a retornar às origens.

Nesse trajeto, o encontro com minhas raízes indígenas foi inevitável. Deparei-me, então, com a Cosmologia e o Jogo de Pedras.

Muitas pessoas veem com desconfiança esses conhecimentos, especialmente os oráculos, e dizem que são muletas psíquicas. Concordo que podem ser, dependendo da intenção do consultante. Os antigos utilizavam esses instrumentos para se situarem no tempo e no espaço, como um guia para o autoconhecimento e para suas ações, cientes de sua relação íntima com a natureza e com o universo.

O Jogo de Pedras, além de ser um exercício bastante eficaz para se trabalhar com o cérebro, pode servir como oráculo.  E vou ensinar o passo a passo.

1. De posse das suas 64 pedras, devidamente acondicionadas conforme instruções na postagem: 
JOGOS DE PEDRAS-COMO MONTAR O SEU , concentre-se e, sentando-se calmamente, de preferência olhando para o sul, abra-o. No centro, coloque a pedra que mais represente você neste momento,  ou o assunto que quer abordar na pergunta. As demais, vá encaixando na cor correspondente, separando as pedras de acordo com seus valores no relógio das 12 cores (veja abaixo o relógio e a tabela por onde pode guiar-se). Nesse momento, você poderá mudar valores, mudar a cor à qual relaciona. Por exemplo: uma pedra que simbolizava ENTUSIASMO e, para você, estava relacionada com a cor ROSA (número 6 no relógio); hoje, ao abrir o Jogo e examinar-se internamente, percebeu que o ENTUSIASMO está mais relacionado com o VERMELHO, número 9. Ou, então, sente que deve mudar o valor da pedra. Fique à vontade. São os seus valores e é o seu Jogo. Você comanda.

O relógio das cores e valores relacionados a cada cor


No tecido acima, foi pintado o relógio das cores, o que facilita o trabalho. 
Tabela das Cores e aspectos relacionados:

ELEM.

CÔR
SIGNO
ASPECTOS RELACIONADOS
FOGO

Vermelho
9
Sagitário
ação, ímpeto, sexualidade
Preto
1
Leão
matéria, físico, dinheiro, valores
Dourado
5
Áries
essência, diferencial, alvo
TERRA
Amarelo
3
Virgem
análise, comunicação, diplomacia
Verde
7
Touro
nutrição física/mental/espiritual
Marrom
11
Capricórnio
paternidade, normas, hierarquia, espaço
ÁGUA
Prata
4
Peixes
movimento cósmico, estratégia, invisibilidade
Celeste
8
Cancer
maternidade, criação, proteção, estética
Violeta
12
Escorpião
sofrimento, transformação, consciência
AR
Branco
2
Gêmeos
devoção, tradição, memória, família
Rosa
6
Aquário
prazer, amor, crianças
Azul
10
Libra
razão, conhecimento universal

2. Se dispuser de pouco tempo para si, pode pular esta etapa, embora seja um bom momento para verificar se há algum desequilíbrio. Conte as pedras em cada cor, incluindo a do centro, com exceção das cores  VERDE (7), VERMELHO (9), BRANCO(2) E VIOLETA(12). Essas são as de FÉ, não passam pelo centro. Apenas conte as pedras que colocou nelas, sem incluir a central. Obtenha o total de pedras em cada cor. Se o resultado for ímpar, essa Energia está em movimento; se for par, significa que está estagnada. Tente equilibrar trocando algumas pedras de lugar, lembrando da observação acima quanto as cores de FÉ. Preste atenção nas pedras que move e para onde. São dicas concretas de como mudar o enfoque na direção de maior equilíbrio. Observe que, nesse processo, você vai tomando um contato cada vez maior consigo mesmo, podendo encontrar antecipadamente a resposta ao que iria perguntar. 


Posição Yin
3. Agora, una as quatro pontas do tecido e segure conforme a imagem ao lado, apoiando-o na palma esquerda aberta. Faça a pergunta mentalmente. Esta é a posição yin.






Posição Yang
4. Começando pela posição yang demonstrada ao lado, os dedos da mão juntos, como um falo, concentrando-se na pergunta, alterne as posições yang e yin, movimentando as pedras dentro do tecido com a mão esquerda, representando yang e yin para o Fogo; posições yang e yin para a Terra; posições yang e yin para a Água e, mais uma vez, as posições yang e yin para o Ar.



5. Apoie o Jogo numa superfície e abra-o cuidadosamente.
Observe e anote: as que estiverem nas extremidades sul e leste, se referem a assuntos ativamente relacionados - a leste coisas que estão entrando, ou vão acontecer; ao sul já estão presentes; as que estiverem a oeste ou norte, estão saindo da questão - a oeste saindo, a norte já saiu.

Procure a pedra que havia colocado no centro, sem movê-las. 
Como naquele Jogo tradicional de palitos, ao retirar uma pedra, não deve mover as outras.

Se puder removê-la no primeiro movimento, o assunto está prestes a ser revolvido: a solução ou já surgiu, ou está próxima.

Se não estiver visível, ou necessitar procurá-la, vá retirando as pedras, uma por uma, dispondo-as ao lado, na ordem de retirada.

As pedras retiradas, na respectiva ordem, representam os passos para chegar à resolução do assunto.

Se a pedra central não estiver visível, ou se as pedras se moverem ao tentar retirar uma, pare. Significa que o assunto não pode ser resolvido de imediato. Deve aguardar com paciência.

Outra forma, retirar do jogo de uma a três pedras, representando a questão - por exemplo, os envolvidos e o objetivo.  Manusear o filtro fazendo os passos 3 e 4. Colocar as pedras retiradas e refazer os passos 3 e 4 mentalizando a pergunta.  Abrir cuidadosamente e verificar como estão as pedras no conjunto: as que se colocam entre uma e outra são as dicas para a questão. Da mesma forma que no jogo anterior, se estão a leste estão por vir, ao sul estão vindo, a oeste estão saindo, a norte já saiu.

É importante lembrar, esses métodos são apenas auxiliares temporários, já que cabe a cada um tomar posse de suas potencialidades e determinar o rumo da ação. O oráculo pode ser útil para a pessoa dedicar alguns momentos para entrar em contato com as próprias energias e conectar-se com a natureza e o cosmos, assim facilitando a sua caminhada.


Mais informações na Página:
JOGO DE PEDRAS





sexta-feira, 17 de fevereiro de 2012

Nanorrobôs de DNA dão primeiros passos rumo à luz

As pernas do nanorrobô firmam-se em ligações químicas
frágeis sobre uma espécie de trilho, também feito de DNA,
e estas ligações são controladas por luzes de
diferentes cores, como um semáforo. [Imagem: Wiley]



Caminhando para a luz 
Mingxu You e seus colegas da Universidade da Flórida deram um passo adiante - ou melhor, vários passos adiante.
Eles construíram um nanorrobô de DNA bípede, que anda sozinho, controlado por luz.
Já existem nanorrobôs de DNA que andam, e até nanorrobôs que podem ser programados, mas todos eles se movimentam acionados por reações químicas, o que é um processo muito demorado e trabalhoso, ainda distante de qualquer aplicação prática. Leia mais.

quarta-feira, 15 de fevereiro de 2012

MULTIEXISTÊNCIAS

Meu mestre nas artes orientais do Tai-Chi-Chuan e do I Ching foi Roque Enrique Severino, que desvendou para mim coisas que não compreendia ao ler os livros escritos por europeus que traduzem autores chineses ou indianos.

Intimamente, estranhava a forma como o conhecimento se espalha pelo universo, afinal, persistiam em mim muitas idéias organizadas em suas devidas caixas, como aprendera que deveria ser. Restrito a uma elite. E me faltava pesquisar mais sobre o assunto, procurar as conexões e evidências.

Professor Roque ensinou que, de acordo com o conhecimento tibetano, a personalidade, de forma geral, se desintegra quando morremos, sendo rara a existência de um reencarnado, que recorda de todas as suas vidas.

Quando conheci a Cosmologia Energética, fez sentido a premissa de que as energias viajam pelo Cosmos, encontrando-se e separando-se em um movimento infinito. Cada energia carrega sua história e se junta a outras num determinado momento único, formando seres (para formar o homem, são doze).  Este estudo também concorda que a unidade se desintegra, saindo do corpo com a cor do centro umbilical como filtro.

Entendi que apenas através da consciência as energias podem continuar juntas e manter a memória. Um reencarnado, portanto, tem uma consciência altamente desenvolvida. E, se assim é, existe a possibilidade, ainda que remota, de se atingir uma consciência superior. 

Através dos estudos da Conscienciologia, constatei que, quando se prioriza a evolução, caminha-se para a frente numa dimensão, e, em outra, no sentido inverso, resgatando lembranças, acertando dívidas e pendências deixadas no trajeto. Realiza-se a assistência àqueles que necessitam, através do auto e hétero esclarecimento, cada qual atuando de acordo com suas sinaléticas específicas.

As lembranças, esparsas, começam a tomar forma dentro do espaço e do tempo, enquanto prossigo na minha autopesquisa, abrindo-se num mosaico cada vez mais amplo.

Minha mãe conta que nasci com os cabelos vermelhos, fato que alimentava minha fantasia e explicava a  sensação de ser uma estranha, de não gostar do que via ao olhar-me no espelho, ou ao relacionar-me, raramente, com outras pessoas. Sentia um certo receio, como se tivesse consciência apenas de linguagens e posturas pertinentes a alguma outra cultura bem diversa.

Aos 9 anos, escrevi sobre os sentimentos de uma menina negra, diante do preconceito. Perdera tanto tempo nos umbrais da escravidão! Não havia como alcançar os demais, tão grande a defasagem. 

Multiexistências... Reencarnações... Neste momento, importam menos para mim as definições e discussões a respeito! As informações que trago nos genes já são suficientes para a pesquisa de toda esta vida, resultado de um conjunto de histórias da minha ancestralidade.

E a pesquisa não é um fim em si mesma. É apenas companheira de caminho.



ONIPOTÊNCIA E EXIBIÇÃO DE PODER



"Os homens não se perturbam pelas coisas que acontecem, mas sim pelas opiniões sobre as coisas"
Encheridion - Epíteto 1991 p.13

Em movimentos importantes da minha vida, mesmo sem reconhecer, busquei ser vista.

Apesar de obter grandes realizações, ou o que externamente poderia ser visto como, sempre me senti insuficientemente boa.

De nada, passei à psicologia, desta para  administração, astrologia, cosmologia, nada novamente... Sempre persistindo esse desconforto e essa ênfase em substantivos, sinalizando que algo estava errado, incompleto.

Qual o método ou caminho mais abrangente? Para qual finalidade? Ser Deus? Ser amada? Os aprendizados sobre amor e poder, intrinsecamente relacionados nesta dimensão, passam pelos questionamentos sobre Deus. 

Buscando respostas, transgredi, destruí a vida construida sob as expectativas sociais, minhas próprias expectativas, montadas através das minhas impressões sobre os fatos, meus  pensamentos de acordo com os esquemas introjetados.

Passei pelas experiências para perceber, a cada etapa, os mesmos esquemas persistindo, disfarçados sob novas roupagens. 

Muitas das minhas ações foram ditadas pela necessidade de atingir uma meta que expressasse dignidade e poder, como deveria ser.  Exibir para os outros, exibir para mim mesma. Na defensiva, diante de um mundo incompreensível.

Para compreendê-lo, assumi papéis, personagens...

Existem regras, condições para entrar no sistema e, diversas vezes, tive que abdicar das minhas preferências ou vontades.

O curso de Psicologia ocorreu nesse tempo de descoberta das maravilhas do sistema, que me empurrava mais fortemente a assumir um papel administrativo do que terapêutico.

Durante décadas, seguiu assim...

Primeiro organizar, arrumar, suprir materialmente.

As coisas do sentimento em segundo plano... As coisas dos sonhos, para o tempo dos sonhos.

E esse tempo também chegou para mim, tão fortemente quanto o anterior.

Aprendi, vivenciei as casas dos sonhos, intensamente.

Novamente, fui chamada a participar dos esquemas pré-montados. Tarefa difícil, conciliar esses dois mundos. Revolucionei, inovei, adaptei, reorganizei, me decepcionei, me conformei...

Períodos de luz e escuridão se alternaram até aqui.

Nessa busca incessante, volto-me agora, intensamente, para a autopesquisa, onde tenho identificado os pensamentos automáticos que me fazem retornar à estaca zero. Pensamentos que, certamente, ficaram sob a superfície por muitos anos, mas que vieram à tona na ocorrência de eventos que os estimularam, tal como a necessidade de me inserir em campos desconhecidos. Insuficiência, minus valia.

Olho à minha volta e percebo as pessoas... Tão diferentes e tão iguais... Existem tantas, além dos ídolos e heróis cantados e venerados! Pessoas que seguem seus caminhos tendo a oportunidade de sentir as mesmas emoções e sentimentos, exercitar suas potencialidades, passar pelos percalços da vida, essencialmente similares em todo ser.

Percebo o quanto as hierarquias sociais, raciais, espirituais, colocadas numa pirâmide de valores a partir de idéias pré-concebidas, podem comandar meus sentimentos.

Hoje, vejo mais claramente (ou talvez apenas tirei mais um dos véus), cada indivíduo é um ser único, divino, que tem por objetivo ser si mesmo, desenvolver a própria consciência ampliando-a em direção ao infinito.

Acontece algo surpreendente dentro de mim, quando enxergo o divino em cada pessoa. Enxergo-o em mim... Buscar externamente, ou procurar uma forma de exibi-lo era, enfim, o não reconhecimento do meu próprio poder sobre minhas energias.

Meu objetivo interno não era o domínio do mundo, paradigma que, inconscientemente, seguia. 

Desvendando, passo a passo, minha programação existencial, encontro metas essenciais: autodomínio bioenergético, assistencialidade, condições para caminhar com a liberdade do verdadeiro amor que vislumbro pelo que tenho experimentado.

Para onde? Não importa.

Apenas caminho.






terça-feira, 14 de fevereiro de 2012

CULPA



“Não somos vítimas; somos criadores do destino”
(do Livro Um Curso em Milagres)

“Não temos que nos sentir culpados pelo que fomos,
ou pelo que não fomos,
pois fizemos o que sabíamos...
não sabíamos fazer melhor.”
                                                                   (Anônimo)


Tenho identificado, mais claramente, o elo que me prende a essa corrente de cobranças e decepções. Essa corrente de mágoas, sofrimento, insegurança.

Muitas vezes me disseram: — Você precisa se perdoar.
De alguma forma, isso ressoava em mim, mas não totalmente. Agora vejo: não temos o que perdoar. Apenas viver, deixar viver. Aqui encontro a total ressonância.

Se tiro de mim o peso da culpa, posso aceitar os outros como são. Minhas expectativas da vida e das pessoas é que me fazem carregar o peso extra.

Alguém tem que quebrar esses grilhões!

Para melhor entender, preciso escrever.

Os grilhões dos escravos eram os valores, da mesma forma como são esses aos quais me refiro. O problema não está nas tarefas que devem ser realizadas, na ajuda que damos ao próximo.

Em outras vidas, já quebrei correntes, porém, sem a consciência plena do seu significado.

Meu modelo de pessoa bem sucedida era a algema.

Ser profissional, ser esposa, ser mãe, as expectativas ditadas ancestralmente encobriam meu prazer de ser isso tudo, por mim mesma.

Por já ter quebrado essa algema, o alarme soa quando me percebo entrando no velho esquema. Minhas reações ainda são exageradas quando sinto que me acenam com o dever quando estou fazendo algo pelo prazer e por querer e, geralmente, trata-se da mesma ação.

Imediatamente, vou às armas, como na rebelião dos escravos, ou na revolução francesa.

Ainda não estou em paz, porque no meu espírito persiste a necessidade de vigilância constante, para que nem mesmo a paz se transforme numa expectativa,  em mais uma cobrança.

sábado, 11 de fevereiro de 2012

Cientistas russos atingem última fronteira intocada da Terra

Há uma grande expectativa pela descoberta de novas formas de vida no Lago Vostok, sobretudo bactérias, que não existam em nenhum outro lugar da Terra. [Imagem: Ria Novosti]
Aquela que era considerada a última fronteira intocada da Terra acaba de ser tocada.
Cientistas russos anunciaram ter alcançado a superfície do Lago Vostok, guardado há milhões de anos nas profundezas da Antártica, coberto por uma camada de quase 4 quilômetros de gelo. Leia mais.