quinta-feira, 28 de julho de 2011

JOGO DE PEDRAS - COMO MONTAR O SEU


Para que serve um Jogo de Pedras? Para o xamã e para aqueles que experimentaram, é um instrumento essencial de autoconhecimento, base de qualquer cura efetiva. É você consigo mesmo, trabalhando com os valores que povoam o seu cérebro. 

Também chamado filtro, aceitando que a consciência atravessa nossos valores mentais e emocionais para chegar ao nosso corpo físico. Atualmente, numa estampa mais científica, recebe o nome de neuroeixo.

PASSO 1. LOCALIZAR
Trabalhar com o filtro requer, primeiramente, saber onde está, localizar-se nos pontos cardeais: Norte, Sul, Leste ou Oeste e sob que condições cósmicas.

Se não tiver uma bússola, observe onde nasce o sol. Abra os braços e direcione a mão direita para esse ponto, que é o Leste. À  esquerda, localize o Oeste. À sua frente, estará o Norte e, às suas costas, o Sul.

O Norte é onde se presta contas do realizado.
O Leste é o lugar do visionário, onde se recebe ordens.
O Oeste é o lugar do sábio e da transição.
O Sul é a direção do curador e do que quer curar-se, onde se realizam os trabalhos.

Para saber as condições cósmicas, tenha em mãos a tabela das horas, que mostra qual cor está regendo determinada hora, e a dos aspectos planetários, que  baseia-se nas posições dos planetas e luminares com relação à Terra, ora fazendo aspectos positivos, ora negativos, ora neutros (Pode ser obtido com Flavia: flaviaplanetasdelamontanha@yahoo.com.br).


Tabela das Horas - clique na figura para ampliar


Relógio das Cores
PASSO 2. - JUNTAR 
Junte 64 pedras multiformes, a seu gosto. Não devem ser menores do que a unha do seu dedo mínimo, nem maiores que seu punho fechado. Isso considerando que deve ter um tamanho que comporte energia e também ser portátil.
As de menor peso são de água.
As mais pesadas são de fogo ou terra.
As porosas e os cristais são de ar.
De onde você pegou, de quem ganhou, enfim, a história da pedra é útil ter em mente para que vá agregando os valores a ela em passos mais adiante.

PASSO 3. - ENVOLVER
Consiga um tecido nas medidas 64x64 cm, na cor que traz em seu Ori, ou seja, do seu signo solar, ou então azul índigo. Esse pano envolverá as suas 64 pedras.

PASSO 4. - VALORIZAR
Fornecer a cada pedra um substantivo, um verbo e um adjetivo. Os valores podem ser mudados cada vez que abrir o filtro, mas é interessante anotar, salvo se tiver excelente memória. É importante memorizar a qual pedra cada valor está associado, pelo menos durante o trabalho.

PASSO 5. ALIMENTAR - Os passos 5 e 6 destinam-se a transformar o Jogo de Pedras num Filtro, num objeto mágico, portanto, podem ser dispensados se o objetivo for apenas realizar os jogos.
Para despertar os sentidos das pedras, precisará de:
 - azeite de oliva pelo elemento fogo, para dar à pedra a visão.
 - sal grosso pelo elemento terra, para dar à pedra o olfato.
 - água limpa pelo elemento água, para dar à pedra o paladar.
 - mel pelo elemento ar, para dar à pedra o tato.
 - azeite de dendê pela quinta essência, para dar à pedra a audição. De preferência, utilize-o aquecido.
Você vai utilizar um ingrediente de cada vez em todas as pedras. 
A ordem pode ser fogo, terra, água, ar e 5ª. essência, ou outra, dependendo da finalidade principal, ou do estado dos planetas e luminares.
Pegue cada pedra com a mão direita, mentalizando seu valor (substantivo, verbo e adjetivo), passe carinhosamente o ingrediente, conversando com ela e conscientizando-a do sentido que está despertando. Largue-a com a mão esquerda. Isso para não descarrega-la (para os xamãs a mão direita tira e a esquerda dá).

PASSO 6. CONJURAR
Junte as pedras às quais já agregou valores e alimentou em um recipiente ou em um local seguro.
Acenda uma vela com dois palitos de fósforo, coloque-a no meio do monte. 
Este é um ritual de confirmação, que pede a bênção do cosmos para o seu trabalho, para as suas intenções. Deixe que a vela queime até o final. Se ocorrer de apagar, concentre-se em tudo o que fez, repasse mentalmente e acenda novamente a mesma vela, sempre com dois palitos, pois forma um trio com a chama, número ímpar, que dá movimento.

Filtro fechado
PASSO 7. FECHAR E ABRIR
Seu filtro está pronto. Se quiser, pode deixar exposto ao sol, ou à luz da lua, ou à chuva (pela água), ao vento, porém sempre verificando antes se cosmicamente está positivo, a menos que queira agregar valores negativos às pedras, o que não parece ser conveniente.
Coloque as pedras no pano, pegue duas pontas opostas e dê um nó pelo fogo; tome as outras duas pontas e dê outro nó pela terra; novamente pegue duas pontas opostas e dê um nó pela água; outras duas pontas, outro nó pelo ar.
Se acaso for necessário abrir o filtro quando houver planetas ou luminares negativos, seguir a ordem inversa: ar, água, terra e fogo. É preferível, porém, não abrir nesses dias. A explicação fornecida por Mestre Juan: Fecha-se comumente na ordem fogo-terra-água-ar e, ao abrir os nós para utiliza-lo, segue-se a mesma ordem fogo-terra-água-ar, provocando uma relação entre elementos: o fogo chamado ao abrir com o ar chamado ao fechar, a terra chamada ao abrir com a água chamada ao fechar, enfim, combinando elementos que se harmonizam. Se a configuração cósmica não está favorável, abrindo na ordem inversa da que fechamos, o ar se encontrará com ar, a terra com a terra, e assim por diante, de forma neutra.


Veja neste link JOGO DE PEDRAS DO MARROM, dois jogos que pode fazer e também como utiliza-lo como oráculo O JOGO DE PEDRAS COMO ORÁCULO
e também  JOGO DE PEDRAS - TRECHO DE PALESTRA DO MESTRE JUAN

Novidade! 







Mais informações, contate:
flaviaplanetasdelamontanha@yahoo.com.br

sexta-feira, 15 de julho de 2011

LIVRE ARBÍTRIO OU DETERMINISMO?

Os Ciclos e as Razões
de cada Energia

Temos realmente livre arbítrio? Ou será que nosso destino já está pré-determinado?
(Veja também os graus ilustrados na saga do Anjo Aprendiz)

Através da Cosmologia Energética conhecí uma base para investigar, uma forma onde consegui encaixar perfeitamente o que trazia solto em minha mente, resultado de teorias diversas.

Segundo os mestres xamãs, não é sempre que o universo se abre para que exerçamos o livre arbítrio. Esses momentos podem ser previstos, anteriormente determinados pelo caminho que a energia percorreu. E aproveitados!

Cada energia vem com um grau de evolução, uma razão que sinaliza o ponto em que se encontra nessa dança cósmica e conta a história de suas viagens. Os graus marcam o ciclo de cada energia.

Dentro do grande movimento, existe o tempo de exercer o livre arbítrio de forma ativa e passiva, bem como o tempo de colher o que plantamos, observar, receber as consequências dos nossos atos.

Tomemos como exemplo a energia que está iluminada pelo sol em 14 de julho de 2011: o Celeste, correspondente cosmológico do signo de Câncer e do planeta Vênus. No momento em que escrevo, verifico, através de cálculos que levam em conta o ponto exato onde me encontro, o dia e a hora, que o Celeste está no grau 13 da constelação de Câncer.

A razão, que varia de 0 a 9 (vide Tabela 1), é obtida pela soma de um algarismo ao outro: 1+3=4, concretização. Essa energia veio para deixar uma marca sua, algo que sobreviva ao corpo físico.

Confira os graus e as razões correspondentes na tabela abaixo (as razões 1, 3, 5, 7 e 9 dependem do arbítrio da unidade; as razões 2, 4, 6 e 8 devem ser cumpridas obrigatoriamente):


Grau
                            R  a  z  ã  o
0 ou 9
Cozinha Cósmica (culminação do energético) – a energia já completou um ciclo e está em estado de repouso; não tem pendência, nem obrigação.
1

Aceitação – também não tem pendência, basta vivenciar. É o aprendizado da independência.
2
Karma – existe uma cobrança devido a assuntos não resolvidos anteriormente. Compromissos não cumpridos. Mobiliza toda a unidade para cumpri-lo.
3
Missão – impulsiona para alguma ação, sem necessidade de realização concreta; leva a iniciar algo, semear.
4
Concretização (culminação do físico) – necessita deixar sua marca no mundo – algo concreto, que sobreviva ao corpo.
5
Mudança de Concepção – a energia precisa aprender a ver de forma diferente da que a trouxe até aqui, revolucionar os conceitos.
6
Iniciação – já transcendeu o plano físico e mental e começa a entrar no espiritual; inicia-se em algo mais elevado do que a levou à razão 4.
7
Graduação – passa por provas decisivas para ganhar a maestria; já aprendeu quase tudo o que precisa, agora se prepara para ensinar; prepara-se para diplomar-se.
8
Maestria (culminação do espírito) – deve ensinar, guiar, deixar discípulos.
Tabela 1

Os graus se expandem nos aprendizados das doze cores (em cada cor vivencia 29 graus) e nos quatro elementos, cada qual representando um estágio:

Graus de 0 a 7: aprendizado de Fogo – refere-se ao aprendizado básico de sobrevivência.
Grau 8: Maestria de Fogo – deve passar os conhecimentos nesse nível, deixar discípulos.

Graus de 9 a 16: aprendizado de Terra – refere-se às questões práticas, inclui a vivência em grupos ou sociedades.
Grau 17: Maestria de Terra – deve passar os conhecimentos nesse nível, deixar discípulos.

Graus de 18 a 25: aprendizado de Água – refere-se ao lado emocional da vida, resolvidas as questões práticas e de sobrevivência. 
Grau 26: Maestria de Água – deve passar os conhecimentos nesse nível, deixar discípulos.

Graus de 27 a 29: aprendizado de AR  - refere-se ao lado mental, à compreensão, à abstração, à vida além do corpo.

Utilizando o exemplo, traçando o desdobramento de uma das energias no gráfico do símbolo que representa o infinito, temos:

    Destino


       Livre Arbítrio (-)                               Livre Arbítrio (+)

0

39                                                13
26
91                      52                      65
78
I

Dia da Semana
Planeta/Luminar 
Regente
Cor correspondente
Valor
Segunda-Feira
Mercúrio
Amarelo
3
Terça-Feira
Vênus
Celeste
8
Quarta-Feira
Sol
Dourado
5
Quinta-Feira
Marte
Vermelho
9
Sexta-Feira
Júpiter
Verde
7
Sábado
Saturno
Rosa
6
Domingo
Lua
Violeta
12
Tabela 2

Inicia-se no 0 ao centro, momento em que se massificou para formar a unidade; decorridos 13 anos (contados a partir do momento em que a pessoa completa 12 anos), o indivíduo vivencia alguma experiência marcante com relação ao Celeste - criatividade, maternidade. Se for uma experiência positiva, essa extremidade será marcada por outras experiências yang (masculino), cada vez que passar por ela, ou seja, sua escolha, nesse ponto,  será assertiva, determinante.

Aos 26 anos, estará colhendo os resultados da aplicação de seu livre arbítrio aos 13 anos.

Aos 39, estará cruzando a extremidade oposta, outro momento de livre arbítrio, desta vez com uma tônica ying (feminino), ou seja, apesar de poder fazer a escolha, ela se dará num clima receptivo ao meio.

Aos 52 anos, retorna ao centro, onde encontra o destino que escolheu aos 39.

O movimento prossegue e, aos 65 anos, tem outra oportunidade de exercer o livre arbítrio. E assim por diante, realizando, aperfeiçoando a concretização a que veio. Ou, se escolher não cumprir a razão, possivelmente estará materializando sua insatisfação através de doenças ou outros tipos de desequilíbrio. Assim se expressa o significado de obrigatoriedade das razões 2, 4, 6 e 8. De uma forma ou de outra, a unidade cumpre.

Cada cor pode ser analisada individualmente e esse gráfico tem se mostrado bastante útil para o autoconhecimento e a conscientização de que não se deve desperdiçar as oportunidades, pois elas se apresentam apenas em determinados ciclos da vida. 

De que forma as energias irão proceder, embora existam indícios impressos pelos seus passos anteriores, dependerá das circunstâncias, do empenho de cada uma, e, sobretudo, do comando da unidade. A unidade, somente no caso do ser humano, é formada por 12 energias que devem ser comandadas pelo indivíduo. As possibilidades, segundo a física quântica, são múltiplas. 

Para encontrar o ciclo da unidade, soma-se a data, a hora e o número correspondente ao dia da semana, conforme Tabela 2 abaixo:

No exemplo escolhido, os dados são: 14/07/2011, 19:21 h, 5a. feira (valor 9).
Soma-se um algarismo a outro:
                    1+4+7+2+1+1+1+9+2+1+9=38=11=2

O ciclo da unidade marca o ritmo da dança. Sendo o ciclo desse indivíduo 2, ele veio com pendência a resolver e, a cada 2 anos, surgem acontecimentos que repetem a situação que não resolveu. No mapa, se alguma energia também estiver em carma, direcionará a unidade, potencializando o tema a que se refere, cobrando uma resolução. Se a energia em carma estiver em grau 29, por exemplo (2+9=11=2), via de regra, somente no segundo desdobramento, ou seja, aos 58 anos poderá cumprir a razão. Multiplica-se o ciclo da unidade, que é 2, pelo grau da energia, que é 29 (29x2=58). Vale lembrar, porém, que uma energia nesse grau tem capacidade de cumprir o carma a qualquer momento, dependendo do seu grau de aplicação, colaboração das outras energias, e outros fatores que possam influir.

Abaixo, a Tabela 3 traz os aspectos, o signo, o elemento, relacionados a cada côr:

ELEMENTO

COR
SIGNO
ASPECTOS RELACIONADOS
FOGO

Vermelho
Sagitário
ação, ímpeto, sexualidade
Preto
Leão
matéria, físico, dinheiro, valores
Dourado
Áries
essência, diferencial, alvo
TERRA
Amarelo
Virgem
análise, comunicação, diplomacia
Verde
Touro
nutrição física/mental/espiritual
Marrom
Capricórnio
paternidade, normas, hierarquia, espaço
ÁGUA
Prata
Peixes
movimento cósmico, estratégia, invisibilidade
Celeste
Cancer
maternidade, criação, proteção, estética
Violeta
Escorpião
sofrimento, transformação, consciência
AR
Branco
Gêmeos
devoção, tradição, memória, família
Rosa
Aquário
prazer, amor, crianças
Azul
Libra
razão, conhecimento universal
Tabela 3

Concluindo, como nos ensinam os mais velhos, podemos traçar nosso destino, mas também é preciso cumprir certas obrigações, compreender que temos  deveres além de direitos, aprender a andar sem pisar os pés dos outros. 

O movimento cósmico ora se abre, ora se fecha ao arbítrio humano, mostrando a importância de caminhar atento, consciente, como um ser que é apenas parte do universo.

Também é bom lembrar e meditar:

"Nascer duas vezes não é mais surpreendente que nascer uma vez: tudo na natureza é ressurreição." Voltaire (1694-1778 d.C.)
"O livre arbítrio não é livre - é um fenômeno vinculado a causa e efeito; mas há algo por trás da vontade, que é livre." Swami Vivekananda (1863-1902)