quinta-feira, 8 de agosto de 2013

ORIGENS


"Antes de eu vir a esta terra, eu era o mesmo. Como uma menina, eu era o mesmo. Eu cresci em feminilidade, mas eu ainda era o mesmo. E, mesmo agora, eu sou o mesmo. Embora a dança da criação nunca mude em torno de mim no corredor da eternidade, eu serei o mesmo."
- Sri Anandamayi Ma (1896-1982), mística Bengali 

Quando postei este texto pela primeira vez, em abril de 2012, ele surgia como uma resposta para questões conflituosas dentro e fora de mim, pressionada pela necessidade de me colocar frente a assuntos de certa forma apartados em algum momento da vida.

Polêmicas e numerosas são as discussões sobre as bases e as origens das coisas, tais como entre Astrologia e Astronomia, o começo do universo, as origens dos povos.

Buscando as raízes, inclusive as que me ligam ao estudo da Cosmologia Energética, encontro a Astrologia, da qual pouco havia falado, talvez por covardia, ou cansaço de ouvir tantas e injustas críticas.

Mantenho, aqui, meu pedido de perdão aos cientistas de plantão que porventura acessem este site e lanço mão da minha força interna para corrigir o lapso, reafirmando: o que me interessa, é a minha própria experiência. O meu ser interior. O que me é precioso, os ensinamentos que trouxeram as experiências dos demais. Meu objetivo, compartilhar minha vivência.

Por isso, me acoplo à premissa de que não se deve crer em nada. E convido os visitantes deste espaço a que não creiam em nada. Que façam suas experiências e comprovem por si mesmos. Afinal, não é assim que funciona a ciência?

No meu mapa Astrológico, Saturno e Netuno estão em conjunção, no signo de Libra, na casa 4.

Uma união de peso no início. Representando Saturno, o Rosa, características de gente trabalhadora, ciente de suas obrigações neste planeta, mas também ligada ao prazer físico. Ao lado, o grande regente Prata, Netuno, trazendo os mistérios da imensidão: espiritualidade, traduzem alguns, nebulosidade, confusão, traduzem outros.

Pude identificar nos meus pais essas tendências, coexistindo em ambos, sem grandes interações.

Assim como em mim. 

Na auto investigação, tem sido fácil descobrir a história da parte materna, a qual, ainda que repleta de grandes mudanças, preserva vestígios de sua existência.  Família de guerreiros e governantes, de vencedores e perdedores. Na época feudal do Japão, até onde cheguei, as posições sociais não eram sólidas, sujeitas aos resultados das frequentes e sangrentas batalhas. Tampouco os sobrenomes, que nem sempre seguiam a linhagem paterna. Mas conheço todos.

Daqui, concluo porque o ostracismo é um sentimento comum. De igual forma, a soberba e o perfeccionismo, itens essenciais para sobreviver, para se sobrepor.

Da parte de meu pai, parece tudo mais hermético e indefinível quando retrocedo no tempo além das relações vivenciadas com meus avós. Não encontro familiares que possam ampliar o que já conheço, fazendo parecer que tudo está dentro do politicamente correto, ou não.

Minha intuição e estudos do que está oculto começam a revelar alguns pontos. Vejo neste lado o meu espírito selvagem. Soube que a raça japonesa não é geneticamente pura como se acreditava, descendente dos deuses. Há pelo menos a mistura entre dois povos: os IAIOI, de rosto fino e comprido, imberbes, olhos mais oblíquos, mais intelectuais e administrativos, e os AINU, de rosto mais arredondado, olhos maiores, tez amorenada, e mais peludos, como cabe ao povo da floresta.

Como nômades, atravessaram o mundo, de onde pressinto a razão de estar aqui, neste lugar.  Me identifico com O-Chikara (A Grande Força). Intuo a razão das memórias de lugares diversos.

São enigmáticas as malhas de Netuno, mas me deixo guiar, isenta das amarras daquilo que considero racional.


Povo Ainu, Índios do Japão


Samurais