quinta-feira, 8 de março de 2012

SUBLIME GRAÇA


Amazing grace, how sweet the sound
That saved a wretch like me!
I once was lost, but now am found,
Was blind, but now I see

Amazing Grace... quando John Newton compôs essa música, foi para descrever a experiência de lucidez que vivenciou durante uma terrível tempestade no mar.

Traficante de escravos, ao ver-se numa situação limite, a história de sua vida abriu-se diante de seus olhos, com os quais enxergou a gravidade de seus atos. 

Sublime graça, momento de êxtase quando se acessa as esferas superiores, frequência na qual vibra a cosmoética, de onde as amarras que escravizam os seres se tornam mais visíveis. 

O cenário do show que ilustra este post passa um pouco do que tento transmitir, no intuito de descobrir o significado do peso no peito que sinto desde ontem, durante e após assistir a um filme sobre o julgamento e morte de Giordano Bruno.

As memórias da minha vivência me fazem questionar: de que lado estava eu?  Poderia estar em ambos os lados, como várias pessoas presentes nesse capítulo vergonhoso da história. Enxergando a verdade com a minha consciência, porém sem coragem de assumir uma posição. Por que razão? Qual era o meu ganho secundário nessa atitude?

Não, ainda não sinto a Sublime Graça, delata o peso no peito. Mas esse desconforto também me instiga a busca-la.