segunda-feira, 20 de maio de 2013

UMA FÓRMULA DE AMOR

Sem dizer o motivo, há muitos anos atrás, minha mestra de Astrologia sugeriu que eu lesse O Perfume.

A leitura me impactou profundamente. Eu, este ser de ascendente em Gêmeos, sol em Virgem, com lua e marte em Escorpião, em quem a curiosidade é a primeira a manifestar-se, seguida pela dissecação mental e, só depois, pelo mergulho calculado.

Neste caso, tratava-se de um pântano, o qual preferi apenas observar através das lentes de um binóculo.

Em resumo, o personagem buscava a fórmula do amor para colocar em um perfume. Na ânsia de atingir o seu objetivo, não media esforços, nem se importava com a vida das outras pessoas. Atingiu sua meta e, ao usar a essência do amor, foi cortado em mil pedaços, voluptuosamente devorado.

As imagens dessa paisagem me acompanharam por um bom tempo, fazendo parte dos meus estudos sobre aspectos da mente humana que não compreendo e, sobretudo, por estarem, estranhamente, relacionadas à incógnita-mor, o amor.

No meu trajeto, ainda que de forma bastante diferente do protagonista dessa história, também busquei essa fórmula.  Manejava as ferramentas trazidas neste plano: experimentação mental, dissecação. Mergulhos, só em águas onde o pé alcança o chão. Assombrava-me a ideia de perder a identidade, morrer como ele.

Hoje, retomando as raízes da sabedoria oriental, começo a identificar partes essenciais dessa busca: AMOR e AMAR. Tenho aprendido que o amor é o representante da luz maior neste planeta, e isso explica essa ânsia tão grande, a intensidade de sua vibração. Os sábios dizem e repetem, mas, como os conselhos dos mais velhos, custa tanto ouvir! É mais premente fazer as experiências, cometer erros. Afinal, não é aqui o lugar de ser?

Um pouco mais crescida, consigo ver coisas além do chão. Visualizo, sinto os pontos de força do meu corpo, antes apenas representações gráficas de livro antigo. Revejo os resquícios daquele drama lido, sem vontade de relê-lo, ou vê-lo representado no filme. Percebo que aquele assassino exercitava o amor num chakra animal e, embora possa parecer apenas a "moral da história", simplesmente obteve o resultado esperado dentro da Lei do Retorno, milenarmente comprovada.

Até as mais bizarras formas são AMOR, partes da luz maior. É possível escolher a forma que mais apraz, ou que seja possível em determinado momento, de acordo com o nível de consciência.

Nas mais insignificantes situações, o tempo todo, estive exercitando substantivo e verbo. Sempre tão perto, e eu os vendo de longe. Estive recebendo amor, porém sem reconhece-lo. Amei, amo em diferentes campos de energia, conforme me concentro em cada um.

Quando deixo fluir, experimento sensações inéditas.