terça-feira, 17 de julho de 2012

O VIAJANTE

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Convivendo,
Julgando,
Condenando
Valores vazios...
Dos anciãos, 
Ouvi:
Seja vazia!
Sorri.

No I Ching, o Viajante corresponde ao Hexagrama 56.

Reverencio, aqui, a sincronicidade que me cerca a todo momento, presenteando meus sentidos ao ponto de pré-voo, dentro do meu aprendizado de viver plenamente e soltar-me.

Com Mestre Roque, conheci o I CHING. Com Mestre Juan, pratiquei.

A reverência e a irreverência, o céu e a terra, o sábio e o vulgar, o sublime e o mundano, dentro de 64 mutações, representadas por 64 hexagramas. Um conhecimento cósmico transmitido para 18 imperadores chineses, 28 patriarcas indianos e 18 patriarcas chineses. Ao atingir o número 64, diluiu-se e difundiu-se para a humanidade. 

A Cosmologia Energética, como um estudo das manifestações cósmicas no planeta Terra, encontra raízes na sabedoria dos antigos povos, nossos ancestrais, que observaram e vivenciaram os mecanismos regentes, as interligações entre as coisas, passando-os oralmente, ou registrando. Nos Jogos de Pedras, muitos desses conhecimentos são utilizados.

Este hexagrama lembra que estamos apenas de passagem por esta pedra. Sugere que degustemos, provemos... Vendo, sentindo, recolhendo informações. Qualquer que seja o objetivo, estamos em movimento. Por isso, almejar resultados significativos, de longo alcance, pode atrasar a viagem. O viajante deve ter metas modestas e comportar-se com graça, propriedade, cuidado e reserva, pois encontra-se sob a mira dos que o cercam.

Embora represente apenas uma das 64 mutações, revela nossa condição de humanos. Frágil, temporária.  Ainda que possamos nos enraizar, ter em conta a mutabilidade dos estados nos leva a buscar o centro de nossa integridade para mergulharmos, com liberdade, no desconhecido que se abre diante de nós.