sexta-feira, 16 de dezembro de 2011

INTRA ou EXTRA?


A primeira vez que ouvi essas palavras deve ter sido na infância, através de seriados de ficção da TV.

Bem mais tarde, chegaram à vida, supostamente real, através do Mestre Juan, que falava ao meu coração sobre planetas distantes e habitantes do centro da terra.

Alertava sobre o futuro com afirmações que encontravam base nos muitos ditos da antiguidade.


Nos tempos que virão, haverá dois sóis, um muito quente e outro muito frio, e não será possível viver na superfície. Como já ocorreu na história desta pedra, os homens sofrerão transformações físicas, adaptando-se à vida intraterrestre. Retornarão à  forma reptílica.

Segundo ele, os extras serão resgatados através de naves (já estão sendo, gradativamente, resgatados). Confira uma das palestras de Juan Uviedo sobre o assunto.

Fazia sentido para mim, embora soasse fictício. Apesar do sonho, quase acordada, com seres que traziam mensagens, preferia deixar essa teoria em suspenso, para posterior análise. Chegaram com a violência de um jato, em um veiculo brilhante-esbranquiçado e instalaram uma espécie de terminal. Disseram: "...Os da novela estão errados; não descendemos dos macacos"... e nomearam várias espécies, estranhas para mim. Assustada, saí da barraca onde dormia,  olhei para cima e vi intensa luz no topo da Montanha. Seria a lua?

Não me fixava nos pormenores desse assunto, pois interessava-me realizar meu projeto existencial, que vislumbrava, agora que se abria a possibilidade de criar uma associação para atender crianças carentes: Associação Comunitária Viva Criança. Os estudos de astrologia e filosofia oriental apontavam para um serviço dedicado à humanidade. Permanecer no egoísmo seria ficar sentada sobre a própria cauda. Dentro da minha interpretação, precisava ampliar minha assistencialidade para uma dimensão além da família. 

Hoje, percebo melhor as armadilhas do ego neste tema. O que devia aprofundar e transformar era minha noção de carência, minha forma de julgamento sobre as diferenças entre as pessoas.

Na época, a prioridade era cuidar das crianças, aplicar minhas habilidades, melhorar a vida na Cidade pela qual me apaixonara. Funcionando como pano de fundo, porém, a ideia em segundo plano imprimia grandiosidade ao nosso já grandioso projeto.

Serei intra ou extra?
Será que serei digna de ser resgatada ao espaço, ou irei me transformar num lagarto?

Fazer cálculos sobre os movimentos estelares, observar o céu com frequência, tentando viver dignamente sob ele me fazia sentir mais extra, coisa que me parecia mais apreciável.

Por trás dessa simples dúvida, os preconceitos de todas as eras me acompanhavam, incólumes. Havia, então, formas de identificar, de diferenciar, de classificar, de discriminar. Trazia dentro de mim o que tentava combater.

Senti que essa questão me fazia retornar a um portal misterioso, ainda intransponível, para o encontro com minha concordância íntima.

Abre-te Sésamo! A vibração da caverna se abrindo ao som desse conjunto de palavras sempre ressoou dentro de mim.

Qual seria o código agora? Já perdera a esperança de encontrar o que não tinha certeza se existia.

Recentemente, através da Conscienciologia, descobri que, além do portal, existe um código com o qual me identifico. Um Código que venho desenvolvendo desde e através da minha ancestralidade, ou muitas existências.

Paralelamente a essa descoberta, aproximei-me de uma definição sobre Intras e Extras mais facilmente identificável para mim, ampliando minha compreensão sobre os fenômenos parapsíquicos.

Intras: Nós, que temos um corpo físico, aqui neste planeta, somos intras - INTRAFÍSICOS.

Extras: Aqueles que deixaram o corpo físico, ocupam outras dimensões e são os extras - EXTRAFÍSICOS.

Intras e Extras convivem dentro do processo de aprimoramento que se expande em múltiplas dimensões, aprendendo uns com os outros.

Mas sei que isso é apenas parte de toda a história.