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Cosmologia é o universo de conhecimento, disponível para cada ser que busca compreender os mistérios da vida. De onde viemos? Por que? Para que? Perguntas que nos fazem volver os olhos para o céu e contemplar os ensinamentos dos nossos antepassados. E, ainda, temos a dádiva de poder experimentar, encontrar o verdadeiro sentido da existência por nós mesmos, através das nossas próprias vivências.

Sobre este espaço:

Compartilho aqui conhecimentos de Cosmologia Energética, pensamentos, sentimentos e experiências decorrentes de minha autopesquisa e meu caminhar pela vida.

Investigo a hipótese de que, ao expressá-los a você e a mim mesma, provoco uma dinamização dos elementos os quais, estagnados no modo de ver humano, representam passado, presente e futuro.

Colocando-os em conexões diversas, interagindo com outras consciências, outros corações, podem fluir dentro do movimento cósmico nas multidimensões, rumo ao absoluto.


sábado, 28 de julho de 2012

Universo pode ter singularidade não prevista por Einstein

Um corpo de grande massa pode não ser a única forma
de distorcer o tecido do espaço-tempo. [Imagem: NASA]
Segundo a relatividade geral, a gravidade é tão forte perto de uma singularidade que o espaço-tempo se distorce .


Singularidade
Os físicos chamam de singularidade o núcleo de um buraco negro, onde a curvatura do espaço-tempo atinge valores extremos, algo que as equações da física não contemplam.
De forma mais geral, uma singularidade é um pedaço do espaço-tempo que não pode parecer plano em nenhum sistema de coordenadas.
Segundo a relatividade geral, a gravidade é tão forte perto de uma singularidade que o espaço-tempo se distorce.
Singularidade de regularidade
Uma onda de choque pode criar uma descontinuidade, uma mudança abrupta, na pressão e na densidade do tecido do espaço-tempo, criando um ressalto em sua curvatura.
Mas, desde os anos 1960, os físicos calculam que uma única onda de choque não é suficiente para descartar a natureza plana do espaço-tempo em um determinado local.
O que os pesquisadores demonstraram agora é que isso pode acontecer quando duas ondas de choque colidem.
Segundo eles, o cruzamento das ondas de choque cria um novo tipo de singularidade, que eles chamaram de singularidade de regularidade.
"O que é surpreendente é que algo tão suave quanto ondas interagindo possa criar algo tão extremo quanto uma singularidade no espaço-tempo," disse Temple.
Em busca de uma singularidade
Os pesquisadores estão agora se debruçando em busca de manifestações dessa singularidade de regularidade, efeitos que possam ser medidos no mundo real.
Segundo eles, é possível que ondas de choque que passem pelo interior de estrelas possam criar suas singularidades regulares.
Mas será preciso demonstrar isto matematicamente antes que os astrofísicos possam começar a procurar por seus sinais.
 Leia mais.


segunda-feira, 23 de julho de 2012

Reflexos no Espelho

   
 
     Chamou-me a atenção ao esbarrar na parede.
     Carregava uma sacola de plástico em uma mão e nos ombros uma de pano. Cambaleante, as roupas e partes aparentes do corpo demonstrando não haver encontrado água por dias.
     Passou longos minutos empilhando caixas de papelão que se encontravam espalhadas na calçada e seguiu catando cada papel displicentemente deixado no chão. Alguns, colocou nos bolsos, outros, maiores, num container de obras.
     Fiquei intrigada e pensei em mim.
     De passagem, empilhando coisas, organizando, arrumando. Ações aparentemente inúteis e sem sentido. Em questão, a minha frieza no meu contato com as pessoas e como costumo disfarça-la, sob uma aparência cordial. Ou será a frieza o disfarce?
     À minha frente, minha imagem refletida. Um corpo no espelho. Uma semente sufocada pela terra que germinou, espalhou raízes profundas, projetou-se um tanto para o alto e para os lados. Uma árvore, uma planta que caminha, contrariando sua natureza, repetindo atos contínuos. 
     Imitando outros seres, tenho tentado aprender a amar. Coisas, pessoas... Sei que tem o amor que se prova com a visão, sendo possível incinerar com os olhos sem causar danos aparentes.  Outros tipos que se experimenta com o tato, o olfato, o paladar, o ouvido, combinando os sentidos, ou não, mas sempre dentro de limites.
     E ainda, o amor universal, além dos sentidos, praticado pelo ser mais elevado que almejo tornar-me.
     Testando-me, perguntei ao meu coração: - Daria a vida por aquela pessoa? 
     Como uma máquina onde se coloca uma moeda por algum serviço, ele tilintou, moveu-se, provavelmente passando por milhares de fios e circuitos multicores, buscando o que corresponderia à minha pergunta. 
     Parece que tanto os instintos como os mais avançados sistemas conhecidos até aqui, naturalmente, passam por um crivo, um processo de seleção. Não é tudo para todos. 
     Com o sol sobre a cauda do dragão (em Astrologia, significa que estão sendo iluminados os valores do meu passado que ainda mantenho), observo alguma hipocrisia nesse amor que considero expansivo, por vezes, acreditando poder amar quem nem ao menos conheço.
     Mas espere! 
     Se me refiro ao amor como o de Deus, que é o universo fora, dentro e além... Eu, que tenho o universo dentro, apenas, como posso querer igualar-me a Ele?
     Nesse intuito, num gesto de pretensão e arrogância, costumo sair me dividindo, como a um bolo, distribuindo células, pedaços de órgãos. Resquícios do tempo em que se valorizava retalhar corpos com afiada espada sob qualquer pretexto?!
     Subitamente, o coração esboça a resposta, que chega sob a forma de outra pergunta e inverte a direção da caminhada:
    — Quanto vale a sua vida?
     Aquela, questionava o valor do outro.