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Cosmologia é o universo de conhecimento, disponível para cada ser que busca compreender os mistérios da vida. De onde viemos? Por que? Para que? Perguntas que nos fazem volver os olhos para o céu e contemplar os ensinamentos dos nossos antepassados. E, ainda, temos a dádiva de poder experimentar, encontrar o verdadeiro sentido da existência por nós mesmos, através das nossas próprias vivências.

Sobre este espaço:

Compartilho aqui conhecimentos de Cosmologia Energética, pensamentos, sentimentos e experiências decorrentes de minha autopesquisa e meu caminhar pela vida.

Investigo a hipótese de que, ao expressá-los a você e a mim mesma, provoco uma dinamização dos elementos os quais, estagnados no modo de ver humano, representam passado, presente e futuro.

Colocando-os em conexões diversas, interagindo com outras consciências, outros corações, podem fluir dentro do movimento cósmico nas multidimensões, rumo ao absoluto.


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quarta-feira, 2 de janeiro de 2013

UM DESPERTAR



Nas ações do cotidiano, revelações das contradições internas atingem mais profundamente algumas pessoas e menos a outras. Tudo no seu tempo.

Aquilo que se justifica ou não no mundo biológico urbano tem sido meu foco nos últimos dias. O que consideramos razoável, repugnante, ou nem mesmo pensamos a respeito.

Lembro-me do incômodo que vem lá de dentro sempre que vejo um programa sobre pesca naquele aparelho encontrado em toda parte, feito deus. Alegremente, o pescador exibe a sua presa, habilmente retira o gancho que fere o animal e o devolve à água. Pescaria por esporte, como chamam.

Uma frase do Mestre Juan define de forma exata os meus sentimentos: "- os índios pescam para sobreviver; o homem da cidade, por vaidade."

A mente parece ser comparsa do homem sob vários aspectos, encontrando razões, explicações ou simplesmente deletando partes indesejadas, permitindo conviver com sentimentos opostos sobre um mesmo assunto, como por exemplo, horrorizar-se com a matança, ter pena, mas comer a carne - cortar em   pedaços, assar, deleitar-se.

Sobre a pesca vaidosa, sequer é digna de nota! Passa ofuscada pelo brilho do "pescador". Afinal, são apenas peixes.

Outro ponto que me toca, os animais prisioneiros. Tenho me perguntado, por que tanta gente gosta de ter um ou mais animais presos em casa? Por amor, costumam dizer. Mas será amor manter um ser atrás de grades, cortar seus laços com a natureza e torna-lo dependente para comer, beber, sobreviver? 

O que se extravasa com esses atos? Será a necessidade de ter algo que dependa dos raros afagos, que dependa, enfim? Que nos pertençam? Compramos, vendemos, prendemos, subjugamos... Como ousamos achar que temos esse direito sobre outra criatura?

A respiração me falta neste momento. Benfazeja por instantes, a mente tenta preencher a lacuna que sinto no peito trazendo uma imagem gravada em meu coração: alguém abrindo todas as gaiolas que encontra e libertando os bichos. 

Faço um esforço e me contenho nos julgamentos. Substituo a indignação habitual por um sentimento ainda indefinido, um reflexo, talvez, da compaixão que tento exercitar. Concluo que essas atitudes egoístas fazem parte do árduo processo de autoconhecimento.

Meu olhar focaliza algo... mais adiante, visualizo uma silhueta. Chego mais perto... Reconheço um EU de outrora. Um EU que comprou, vendeu, prendeu, subjugou. Atrás das grades, cumpre sua pena perpétua.

Transformo a imagem em ato...

Quebro as travas do cadeado.

Liberto.


domingo, 18 de novembro de 2012

CIVILIDADES


geovanegr.blogspot.com
Um feriado prolongado num centro urbano é paradisíaco. Libera a mente para encontrar humor em massacrantes situações cotidianas.

Gosto de observar as pessoas nos ônibus.


Existem leis e regras para se viver em comunidade e as implicações destas na prática são de uma variedade comparável ao Cosmos.


Redobrei minha atenção ao perceber a reação de um tio meu ao lhe oferecerem assento numa dessas viagens. Enrijeceu o corpo, mostrou-se agressivo, como se o tivessem chamado de velho incapaz encarquilhado. Ele que, aos passados 70, ainda esperava encontrar a mulher de sua vida. A gentileza civil estragou-lhe o dia.


Eu mesma fico na dúvida quando vejo mulheres barrigudas em pé. Procuro me certificar se estão mesmo grávidas e, às vezes, é impossível distinguir entre esse estado sublime e o resultado de finais de semana repletos de churrasco e cerveja. Se oferecer-lhe o lugar, poderá ofender-se?!


E quanto a ver jovens, tranquilamente sentados, indiferentes aos passageiros especiais, geralmente fico indignada. Quando nos assentos reservados, sempre há alguém que dá um toque, quando não se tocam.


Também percebo, em alguns casos, os mais novos em estado bem pior que muitos idosos. Alguns possivelmente trabalham feito estivadores, dobram jornadas para poder estudar. Não conseguem, mesmo, manter os olhos abertos. Em contrapartida, vejo idosos em boa forma, indo ou voltando de suas atividades físicas programadas.


Pensei como um simples passeio urbano pode proporcionar ensinamentos, estimulando pessoas a  exercitar a compaixão, prestar atenção e até tentar adivinhar pensamentos e sentimentos, bem como a cuidar da própria aparência.


Para mim, com frequência, é divertido. Especialmente quando não me oferecem o lugar.


domingo, 11 de novembro de 2012

MENSAGEM PARA VIOLETA

Arte de  Vitor Martins
Estava no Facebook a foto que ilustra este post e, abaixo dela, alguém comentava que o desenho pertencia a outra pessoa.

Chega neste momento em que medito sobre autorias, plágios, enfim, sobre quem é dono do que.

Ainda não cheguei a uma conclusão, mas o assunto incitou-me a falar sobre a energia que está iluminada pelo sol neste período, o VIOLETA da Cosmologia Energética, o signo de Escorpião na Astrologia.

Dizem que Judas, o delator de Jesus, corresponde a essa energia.

Traições, vinganças, coisas do lado negro são associadas a ela. Quem foi tocado, jamais esquece.

O Violeta é um dos dissolventes e faz isso mesmo que sugere a palavra, com a força do elemento água. Suave, doce, curativa em pequena quantidade. Mortal, destrutiva, quando se avoluma.

Não é por acaso que, dentro da nossa realidade dual, representa a morte e a transformação. Se estar num plano denso significa vivenciar ilusões, a morte é a libertação, é a possibilidade de atingir dimensões mais altas de consciência. O mal em sua forma extrema faz par com o bem de semelhante intensidade.

Mas não abrevie sua existência física por isso! A cada instante, é possível morrer para velhos pensamentos e nascer para uma consciência maior.

Persistência é uma das características fortes desta energia. Usada na polaridade negativa, pode fixar-se numa ação vivenciada. Uma vez fixada no passado, traz junto sofrimento e aflição. Na polaridade positiva, usando-a para atingir um objetivo traçado, mantendo a atenção no presente, o sucesso será inevitável.

Aqui, a mensagem escrita na foto acima é util para o Violeta. Deixar para lá o apego a uma ideia, a um fato e não deixar para amanhã, libera a energia para o presente.




segunda-feira, 29 de outubro de 2012

CASTIGO E RECOMPENSA


Prometi ao meu sobrinho querido, aniversariante do mês, que compraria para ele um mini-ventilador, desses que vêm com balinhas dentro. Como hoje seria a festa, a cobrança seria certa. Lá fui eu, pleno domingo, tentar encontrar o regalo.

Na entrada do estacionamento do shopping, uma voz feminina gritou para mim: - E a seta?

Imediatamente, pensei: - Pobre moça, está no inferno, preocupando-se com uma besteira dessas... afinal, num estacionamento, todos devem pressupor que o carro da frente irá virar tão logo o motorista aviste a primeira vaga! Deve ser daquelas pessoas muito exigentes, que querem tudo à sua maneira.

Estacionei, entrei, passei no caixa eletrônico... ainda pensando nela. Percebi uma aceleração nos meus batimentos cardíacos.  A observação havia tocado alguns pontos íntimos e continuava me incomodando. Sim, era eu quem estava no inferno! Irritada com a moça, irritada comigo...

Estranhei as lojas todas fechadas... O segurança informou que hoje, dia do segundo turno das eleições, somente funcionariam na parte da tarde.  Desconcertada, saí rapidamente. Não me lembrava que teria que votar e tampouco encontrara o que estava buscando. Liguei o carro e atropelei a tartaruga, indo no sentido inverso.

Um castigo.

Respirei fundo... Como estou distraída, conclui por fim. Fora do tempo, andando como um autômato numa cidade vazia. Parei uns minutos, agradecendo mentalmente à moça que tentou me alertar de início. Agradeci também por ter espelhado um aspecto dos meus sentimentos, dos meus pensamentos.

Fazendo nova tentativa, entrei num supermercado. - Não temos mais esse brinquedo! - responderam à minha pergunta. Procurando por um substitutivo, vi, na prateleira, destacando-se por ser diverso dos outros produtos dispostos, um único exemplar de mini-ventilador, desses que vêm com balinhas dentro.

Sorri. Continuei sorrindo, sem acreditar no que havia acontecido. Um milagre, certamente.

Uma recompensa.