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Cosmologia é o universo de conhecimento, disponível para cada ser que busca compreender os mistérios da vida. De onde viemos? Por que? Para que? Perguntas que nos fazem volver os olhos para o céu e contemplar os ensinamentos dos nossos antepassados. E, ainda, temos a dádiva de poder experimentar, encontrar o verdadeiro sentido da existência por nós mesmos, através das nossas próprias vivências.

Sobre este espaço:

Compartilho aqui conhecimentos de Cosmologia Energética, pensamentos, sentimentos e experiências decorrentes de minha autopesquisa e meu caminhar pela vida.

Investigo a hipótese de que, ao expressá-los a você e a mim mesma, provoco uma dinamização dos elementos os quais, estagnados no modo de ver humano, representam passado, presente e futuro.

Colocando-os em conexões diversas, interagindo com outras consciências, outros corações, podem fluir dentro do movimento cósmico nas multidimensões, rumo ao absoluto.


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sexta-feira, 31 de janeiro de 2020

QUEM CRIOU A COSMOLOGIA ENERGÉTICA?





O estudo das energias existe desde tempos imemoriais entre os povos antigos. Juan Uviedo, quando esteve com os índios Jívaros, na Guatemala, trouxe este conhecimento. Os índios não utilizavam a matemática como nós. Os povos antigos obtinham informações diretamente da natureza através dos xamãs, ou sacerdotes, enfim, pessoa com intuição, ou talvez possamos dizer para-psiquismo mais desenvolvido.

Quando conheci Juan, em 1989, o formato do mapa cosmológico era diferente (veja Figura acima). Utilizava-se 4 triângulos, um para cada entrada energética e uma barra retangular lateral, que indicava o filtro da energia mais importante, a atômica, ou seja, para onde essa energia se direcionava. Era uma forma de perceber o movimento. Neste tempo, já se calculava as posições dos planetas, da mesma forma que fazemos hoje, e a tabela era baseada no ciclo solar, ou seja, considerava-se o mês de 30 dias.

Quem conheceu Juan, pode testemunhar sua lucidez estonteante. Vinha sempre com novidades, cada vez mais esclarecedoras e exatas. Dizia que recebia essas informações dos Seres mais Altos. Por sonho, telepaticamente, não sabíamos ao certo. Tudo parecia possível e o importante era que fazia sentido.

Essas informações eram colocadas e estudadas no grupo pequeno de astrólogos que formávamos. Isto na cidade de São Thomé das Letras, a mais de 1.400 m de altitude, ao sul de Minas Gerais.

Mas ele viajava sempre por outras cidades e países, onde mantinha outros grupos. Sei que havia astrônomos, engenheiros, gente de diferentes áreas que aplicavam o conhecimento. Através dos resultados das experiências, cada um podia colocar sua contribuição e esta era acatada por alguns grupos, ou por todos. Cada um de acordo com seu jeito de lidar com o saber.

Periodicamente, nos reuníamos para acertar, realizar as atualizações.

Em 1993, passamos a utilizar o ciclo lunar de cerca de 28 dias, mais de acordo, já que a carta em questão considera o tempo de gestação.

Em Varginha-MG, havia o Núcleo de Pesquisa Cosmovisão, do qual Max Tovar fazia parte. Juan e ela tinham algumas divergências porque Max utilizava essencialmente a Astrologia antes de conhecer a Cosmologia. E Juan discordava de algumas referências astrológicas. Dizia ele: a cosmologia mostra o que É. A astrologia mostra o que DEVE SER, é uma visão terráquea, já que considera um céu que é visto só daqui. 

Nesse tempo, Max Tovar recebeu a visão do desenho atual do mapa, ilustrando o cérebro, que foi aprovado por Juan, pois permite uma interpretação bastante completa e que tem se mostrado exata a cada mapa que é feito. A partir de então, este estudo recebeu a denominação atual: Cosmologia Energética, substituindo o conceito anterior, Cosmologia Xamânica.

Em aproximadamente 2002, Juan começou a ensinar o cálculo através dos climas, que nem todos adotam, pois é bastante complexo e traz variações.

Mas o aperfeiçoamento e a pesquisa constantes são essenciais.

Com o avanço da tecnologia, sonho com a possibilidade de montar um programa que permita visualizar o mapa em 3 dimensões, ou mais, revelando os movimentos que fazem as energias, determinando nosso comportamento.

Este é um conhecimento que permite a experimentação e, o fundamental, é a relação entre quem faz o mapa e o solicitante. Ambos sentem quando a relação é transformadora. A tarefa da interpretação somente faz sentido quando surge aquela certeza no coração, que nos permite uma conexão com o universo. 

Por isso, a intuição é essencial neste estudo. É um conhecimento Prata, relacionado a Netuno. Como poderia ser isento de sua principal qualidade? Definição do Juan sobre  Intuição: manifesta-se a serviço de muita gente; ocorre só quando se tem devoção. Vem via cérebro – sabe os pormenores de como deve agir.

Para Juan, São Thomé das Letras era a menina dos olhos e havia muito mais coisas agregadas a este estudo. Especialmente ideais, baseados neste estudo mesmo, que procurávamos praticar, atrelados a uma compreensão muito ampla do universo.

Embora ele viajasse sempre, porque trabalhava para trazer recursos para o Projeto Social que desenvolvíamos, lá era onde ele mais gostava de ficar e onde recebíamos as informações em primeira mão.

Por beber da fonte, tentamos ser fiéis à origem, ao conhecimento puro, conforme foi passado, ainda que cada um desenvolva particularidades na interpretação, de acordo com a própria experiência, em grupos existentes em diversas regiões do planeta.

Cito isto como uma introdução para dizer que uma das coisas fundamentais em que acreditamos é que ninguém é dono de nada. Não é dono do conhecimento, não é dono nem das terras que compra. Estamos aqui de passagem, apenas tomamos emprestado, inclusive o corpo.

A sabedoria do universo está disponível a todos, para quem consegue alcançar. Por isso, falo com a maior convicção, Juan não se auto intitularia criador desse conhecimento. Mesmo porque, não foi ele quem criou. Para fazer justiça, teríamos que citar inumeráveis sábios, ou, para usar apenas uma palavra, Deus.

Uma expressão comum entre nós era e é “fazer algo em prata”, ou seja, ser invisível, trabalhar para o universo sem fazer alarde, conforme o abnegado PRATA (Peixes).

Algumas pessoas necessitam mostrar-se poderosas, já que dependem disso para seguir seus objetivos. Por isso, seguramente, iremos encontrar donos de ideias e conhecimentos por aí. Está tudo certo!

Cada um em seu tempo e espaço.


"Antes do círculo, vem o triângulo e antes do triângulo, o ponto. Seja o triângulo perfeito e não o quadrado." (frase do Juan lembrada por Timberê).

segunda-feira, 11 de agosto de 2014

TOCA E LUA

Foto de Erich Sattelmayer

Um silêncio
De dentro para fora,
Encontra-se com o silêncio da toca do bruxo.

Olho com olhos de sentir
As mil facetas da pedra,
As mil facetas da casa...
Lembro-me de sóis nascendo e morrendo

Lembro-me de noites de lua
Daquela noite de lua...
Magia...
Demasiada magia
Para um povo mágico
Que se esqueceu.




domingo, 29 de junho de 2014

TIRANOS E GUERREIROS


Passados muitos anos desde a grande revolução, ela retornava, anônima, ao seu lugar de origem. A justificativa, plausível ao seu coração, era necessária para acionar os passos no sentido contrário ao que tomara: não desejava mais um pai tirano! Aquele deus do Velho Testamento se mostrava fora do contexto de sua vida como a queria agora. Precisava de paz!

Também perdera sentido o título "guerreiro" ao qual o mestre tentava fazer com que todos almejassem. Não encontrava referências genuínas em sua realidade atual, de heróis produzidos, de soldadinhos de chumbo.

Em sua cegueira parcial, representara vários papéis, ora como o soldado a defender ideais, ora como a bailarina do sonho de amor. Às vezes sentava-se, pensativa, a buscar significados para tanta luta, ou para os exercícios de suportar a dor com graça e elegância.

Parecia que ela nada entendera, realmente! Ou talvez tivesse tomado um atalho errado!

...

Algumas vidas mais foram necessárias para esvaziar-se.
...

Acontece de repente. Uma frase, uma palavra e surge um clarão.

Os tiranos, pequenos ou grandes, são os portadores da luz para quem carrega a vaidade, o orgulho, a prepotência, a mania de julgar! É esta a grande guerra! O combate é contra o que não é a essência. O guerreiro da luz aproveita o encontro, a oportunidade, o desafio para eliminar esses fatores em si que o tornam vulnerável.

O tempo todo, estava à sua frente, pelo menos em título: "Os pequenos ciganos da Montanha". Apenas um jogo de palavras para descrever o que eram uns para os outros: pequenos tiranos.



quinta-feira, 10 de janeiro de 2013

DANÇAS E DIMENSÕES


Muitos do conhecimentos passados por Mestre Juan, além daqueles vivenciados e absorvidos em parte, permanecem como enigmas, incitando a índole investigativa de seus seguidores.

Com o sol Marrom (Capricórnio), os pressupostos que ele insistia em passar ressurgem com força para mim, embasando algumas conclusões extraidas dos fatos ocorridos, bem como das ameaças coletivas previstas, sonhadas, imaginadas e consequentes respostas durante o intenso mês de sol Vermelho (Sagitário).

Relembrando, os pressupostos referem-se aOS PASSOS DA DANÇA Cósmica (nesta dimensão):
Morphe – Códigos, regras – Marrom egóico (Terra).
Mimesis – o que não é; representação; diálogo – Rosa egóico  (Saturno)
Agon – enfrentamento –  Vermelho de fé (Marte).
Lusus – ilusão  –  Verde  de fé (Júpiter).
Ilinx – vertigem; ritmo;  conjunto de ações –  Amarelo anárquico (Mercúrio).
Alea – azar; imprevisto -  Preto anárquico (Plutão).

Nesta dança, entram: três energias de Terra (Marrom, Verde e Amarelo), duas de fogo (Vermelho e Preto) e uma de Ar (Rosa). Ficam de fora: as três de Água (Celeste, Violeta e Prata), uma de Fogo (Dourado) e duas de Ar ( Branco e Azul). Para a Cosmologia Energética, o Dourado é o Sol, o Pai, com o qual o Branco tem um relação misteriosa; o Azul é Deus.

O ritmo que, segundo Mestre Juan, pode ser constatado na música de Richard Wagner, é:
                     3 - 1 - 1
                     1 - 2 - 2
                          1 - 3
Convido estudiosos e curiosos sobre o tema a ajudarem a encontrar a chave desse mistério. Aberta a novas contribuições, passo um pouco do que vislumbrei recentemente, com base em minhas experiências. 

A energia que ocupa meu chacra umbilical, responsável pelo meu movimento físico, é o dissolvente Vermelho. Destarte, as tentativas de ficar parada, acalmar-me, frente a um momento de importante virada são infrutíferas. Guerreiro por natureza, o Vermelho reage às tensões preparando-se para o enfrentamento, para a luta, sempre predisposto à guerra. É o Agon.

Para dar finalidades, razões a essa energia neste plano tridimensional, são necessários códigos, regras - o Morphe - através do qual é possível distinguir o inimigo a quem direcionar todo o ódio e retalhar como a um boneco de palha, traçar o objetivo que se deseja atingir. Entram aqui os parâmetros de perfeição, a pirâmide do poder.

Reconheço este ponto de partida no meu cotidiano, embora seja uma pessoa que defende a paz. Trago ideais de como deveria ser o mundo, de como deveriam ser as pessoas. Luto por isso, direciono, ainda que em silêncio, minha raiva e intenção destrutiva para as atitudes que contrariam a ideia de respeito e amor que cultivo.

Aquilo que cultivo são as ilusões das quais me nutro - Lusus.  Como me relaciono, tento convencer as pessoas é o script que sigo - Mimesis. Quando parto para a ação propriamente dita, conto com o imprevisto, a probabilidade de não conseguir - Alea. Mergulho de cabeça - Ilinx (quando não interferem outras energias).

É assim que danço neste plano.

Quando observo de fora, em Azul - como se fosse deus, ou Dourado/Branco - como um pai de família, condeno a belicosidade. Não encontro razão para ela.  Ocorre o mesmo se vejo em Violeta, com a consciência do sofrimento que isso causa,  como mãe - em Celeste, ou em Prata - o guerreiro que deseja que a guerra termine, ansiando pelo retorno a um reino que não é deste mundo.

Posso atravessar dimensões, porém, enquanto danço em uma dimensão, não posso estar em outra ao mesmo tempo.  Pelo menos, é o que me parece mais confortável no momento.




terça-feira, 4 de setembro de 2012

TODO ou TUDO?

Pintura em tela de Luciano Pina
"Eu sou a luz que está acima deles todos. Eu sou o todo: o todo saiu de mim e o todo se reuniu a mim. Rachai uma madeira: eu estou ali. Levantai uma pedra e me achareis". Jesus (Evangelho apócrifo de Tomé)

Ele sempre dizia TUDO. EL TUDO.
Eu traduzia para TODO. O TODO.
Ele, porém, nunca me corrigia.
Soube mais recentemente: era a minha ideia de Deus, como poderia questionar-me?

Uma das vivências mais marcantes na MONTANHA foi quando MESTRE JUAN demonstrou como os índios representam com o corpo as vogais. Para eles, a comunicação com a natureza, da mesma forma que com o lado esquerdo do cérebro humano, seu íntimo, se faz através delas. Nos trabalhos mágicos, os xamãs encantam as energias com variações destes sons, pronunciando apenas as vogais das sílabas, sem consoantes.

As consoantes, códigos racionais, são utilizadas na linguagem para que o hemisfério direito do cérebro entenda, vivencie aquilo que aceitou intimamente. O lado esquerdo entende, aceita. O lado direito concretiza.

Representar fisicamente cada vogal possibilita absorver o significado profundo nela embutido. Este é um exercício bastante eficaz para ensinar às crianças.


Para fazer o A, os dois pés se fixam no chão equidistantes, formando uma base sólida. Os braços apontam para os lados e para baixo, o tronco reto.  Uma postura de captação da geo-energia, em consonância com os valores terrestres. Pronuncia-se o A jogando a força para baixo, confirmando sua ligação com o solo.






A vogal E vai tanto para a direita, como para a esquerda. Tem mobilidade, não se fixa, nem se eleva. Leva, traz, de um lado a outro. Pronuncia-se E-E-E-E-E-E-E-E, deslocando-se lateralmente, sem virar-se de frente para o local aonde se dirige.





A letra I , com uma base pequena na terra, tem um movimento ascendente, enfatizado pelo pingo colocado acima, como uma auréola. Pronuncia-se o I com as pernas unidas, corpo ereto, elevando os braços para cima. O som sobe ao firmamento.







A letra O abarca o que tem ao redor, juntando tudo num círculo. Junta-se as mãos como se segurasse uma bola, as pernas arqueadas. Pronuncia-se um O bem redondo.






Para representar o U, faz-se um movimento para baixo e em seguida para cima, com força intensa. Embora os pés fiquem no chão, a energia do chacra básico descola-se do chão ao se pronunciar U, para fora e para cima.




Na semana passada, quando ia escrever TODO em um texto, minha palavra usual para designar DEUS, minhas mãos hesitaram, obedecendo a um impulso do coração. Surgiu, então, a rememoração deste ensinamento. Instantaneamente, percebi a circularidade das minhas ideias. Meu deus colocado num recipiente fechado, onde as extremidades se juntam.

Como continuar com isso, sabendo que, a cada dia, amplia-se mais e mais o universo conhecido?

A partir daquele insight, ao menos por hoje, escolho TUDO. O aberto e o fechado, formando um som que se abre, que se fecha.

Por que não DEUS, um som que vai para os lados e para cima, tal qual EU?

Talvez necessite, ainda, vencer algumas resistências, romper couraças históricas, completar minhas tarefas para encontrar o INOMINÁVEL.



Adendo em 31/12/2012
Hoje, por e-mail - Hinduism Today, mais uma prova cotidiana de que Ele, o TODO, o TUDO, me ouve e me responde:

"G-o-d, d-o-g. both the same. Top and bottom. See God in everything. You must do that!"
 Satguru Yogaswami (1872-1964), reverenciado místico contemporâneo do Sri Lanka
    


sábado, 11 de agosto de 2012

INTRODUÇÃO AO JOGO DE PEDRAS


Síntese de palestra realizada por MESTRE JUAN 
Veja mais sob o marcador JOGO DE PEDRAS (MARCADORES - na página inicial do Blog, na coluna à sua direita, onde pode acessar as postagens por tema)

Impossível precisar desde quando o homem atribui a determinada pedra um significado por ele escolhido passando a utiliza-la a partir daquele conceito visando um fim específico.

Em nossas pesquisas por diversas culturas pudemos verificar, por exemplo, que povos africanos penduravam, na porta de suas habitações, pedras atribuindo-lhes conceitos como arroz e outros cereais com a intenção de que o alimento fosse abundante.

Sabemos que as pedras têm a propriedade de registrar um conhecimento, expressar um tipo de energia característica. Analisando-se uma pedra presente em uma pirâmide, podemos descobrir a idade em que a construção foi erigida, uma vez que ela está carregada com as informações ali gravadas automaticamente pela sua simples presença naquele espaço específico por um tempo determinado.

De forma similar, podemos carregar as pedras com determinado conceito por uma relação eletromagnética com nosso cérebro.

                                  Em que consiste o Jogo de Pedras

 O Jogo de Pedras é um objeto de auto-terapia, podendo ter a função de um oráculo e também ser trabalhado como um objeto mágico, consistindo em 64 pedras que representam os 64 conceitos mais importantes dentro dos quais se situa a vida do possuidor do jogo.

Por que 64?

Xamãs de diversas tribos ao redor do mundo utilizam seu jogo de pedras em número de 64 e hoje já existem confirmações de que temos no cérebro 64 centros neurológicos, 32 do lado direito e 32 do lado esquerdo, funcionando como pastas de um computador.

64 também são os campos do xadrez, as mutações do I ching, os elementos da tabela química, as divisões de uma coluna principal do DNA.

Ao atribuirmos a cada pedra um conceito, estamos identificando nossas aspirações, os assuntos aos quais damos importância, o que de fato existe para nós, o que queremos alcançar e o que necessitamos deletar.




  As Pedras, Os Conceitos, 
A Intenção

- O que  precisamos para viver?
- O que, mesmo não precisando para viver, faz parte essencial das nossas vidas?
- O que teremos que excluir por não mais nos servir?
- Quais os nossos sonhos, o que queremos alcançar?
Fazendo-nos essas perguntas, principiamos a organizar nosso cérebro e nossos conceitos, que mantemos confusos, misturados. Embora saibamos que raciocínio e ação devam caminhar juntos, não é isso o que ocorre em nossas vidas.

A partir da decodificação dos conceitos a partir dos quais se desenvolve a nossa vida através da organização das 64 pedras-conceitos, passamos a imprimir os objetivos que determinamos e que absolutamente vamos conseguir. Ficam claros os compromissos que assumimos, vemos os objetivos. Tocamos as pedras e, por conseguinte, tocamos o cérebro.

Os índios ensinam que, na primeira parte da vida, somos como se fossemos “roupa lavada”: nos usam, nos molham, nos batem na pedra, torcem, penduram e nos sujam novamente… Na segunda parte, dizem eles, somos nós os que lavamos as roupas. Os mestres Sufis, igualmente, ensinam que a primeira parte da vida é um caleidoscópio e a segunda um microscópio.

Através do Jogo de Pedras, podemos manipular a nós mesmos, manipular nossas dependências. Temos a obrigação de conseguir, de conquistar isso.

As 64 pedras podem consubstanciar-se em pedras “de jardim”, aquelas pedras brancas que tão bem conhecemos. Posteriormente, havendo necessidade, vontade e a nosso critério, podemos substitui-las por pedras de quartzo, cristais, preciosas ou semi-preciosas, pedras de montanha, de rios, de cores variadas e assim por diante.

Os conceitos também podem ser substituidos em conformidade com os propósitos que determinamos para direcionar a nossa vida. O Jogo de Pedras representa o cérebro agora.

Este, é revolucionário porque o cérebro é revolucionário. Somos corpos vivos e não estagnados. Acompanhando as mutações, o homem pode mudar seus conceitos decodificando suas necessidades naquele momento de sua vida, de sua evolução, da causa a que está servindo, sempre sintonizando com seus objetivos, com seus sonhos.

Mais informações e contato para jogos e cursos na Página MAPAS, JOGOS, WORKSHOPS

(as Páginas localizam-se logo no início do Blog):



terça-feira, 17 de julho de 2012

O VIAJANTE

lysimunhoz.blogspot.com
Convivendo,
Julgando,
Condenando
Valores vazios...
Dos anciãos, 
Ouvi:
Seja vazia!
Sorri.

No I Ching, o Viajante corresponde ao Hexagrama 56.

Reverencio, aqui, a sincronicidade que me cerca a todo momento, presenteando meus sentidos ao ponto de pré-voo, dentro do meu aprendizado de viver plenamente e soltar-me.

Com Mestre Roque, conheci o I CHING. Com Mestre Juan, pratiquei.

A reverência e a irreverência, o céu e a terra, o sábio e o vulgar, o sublime e o mundano, dentro de 64 mutações, representadas por 64 hexagramas. Um conhecimento cósmico transmitido para 18 imperadores chineses, 28 patriarcas indianos e 18 patriarcas chineses. Ao atingir o número 64, diluiu-se e difundiu-se para a humanidade. 

A Cosmologia Energética, como um estudo das manifestações cósmicas no planeta Terra, encontra raízes na sabedoria dos antigos povos, nossos ancestrais, que observaram e vivenciaram os mecanismos regentes, as interligações entre as coisas, passando-os oralmente, ou registrando. Nos Jogos de Pedras, muitos desses conhecimentos são utilizados.

Este hexagrama lembra que estamos apenas de passagem por esta pedra. Sugere que degustemos, provemos... Vendo, sentindo, recolhendo informações. Qualquer que seja o objetivo, estamos em movimento. Por isso, almejar resultados significativos, de longo alcance, pode atrasar a viagem. O viajante deve ter metas modestas e comportar-se com graça, propriedade, cuidado e reserva, pois encontra-se sob a mira dos que o cercam.

Embora represente apenas uma das 64 mutações, revela nossa condição de humanos. Frágil, temporária.  Ainda que possamos nos enraizar, ter em conta a mutabilidade dos estados nos leva a buscar o centro de nossa integridade para mergulharmos, com liberdade, no desconhecido que se abre diante de nós.




quinta-feira, 29 de março de 2012

OS PASSOS DA DANÇA




Com sua experiência em Teatro, Juan transportou para o palco da Cosmologia Energética os pressupostos básicos do movimento, ensinando os passos da dança cósmica. No teatro, representa-se a vida real. A vida real é um teatro, dizia.

Primeiramente, descrevia três tipos principais de relação entre o Ator e o Espectador:
1) O Rito
Neste, existe um intercâmbio de personagens, uma interação entre Ator (A) e Espectador (E), que pode se dar do ator para o espectador e vice-versa.
                 A-E                        E-A

2) A Cerimônia
O Ator está no alto e é o centro das atenções.
                                       A
                               E      E      E
                       E      E      E      E      E

3) A Festa
É um jogo, onde Ator e Espectador interagem; não existe divisão espacial. A e E atuam num círculo.


Com essas definições, torna-se possível distinguir onde está colocada a ênfase de uma relação entre pessoas, perceber de que forma ocorre a interação.

Dentro do nosso projeto de vida, junto a Juan, tivemos várias oportunidades de experienciar essas relações, especialmente a Festa, evento mais frequentemente escolhido para as atividades, embora fosse difícil para a maioria de nós compreender plenamente seu alcance e  profundidade.

Mas ele insistia, apostando na nossa capacidade de transpor esses conhecimentos para o manejo das energias.

"— Existem os Pressupostos, que devem ser observados para que o evento tenha sucesso. " — dizia.
Morphe – Códigos, regras – representado pelo egóico Marrom (Terra).
Mimesis – o que não é; representação; diálogo – representado pelo egóico Rosa (Saturno)
Agon – enfrentamento – representado pelo de fé Vermelho (Marte).
Lusus – ilusão do espectador – representado pelo de fé Verde (Júpiter).
Ilinx – vertigem; ritmo;  conjunto de ações – representado  pelo anárquico Amarelo (Mercúrio).
Alea – azar; imprevisto que ao ator provoca a necessidade de sua profissão - representado pelo  anárquico   Preto (Plutão).

Podemos identificar esses pressupostos em peças teatrais, filmes, amplamente utilizados como recursos pelos autores e diretores de sucesso.

A natureza humana tem sua previsibilidade, prevista pelos que conhecem as regras do jogo, sabem jogar, enfrentar, iludir, provocar. E também consideram o imprevisto.



   

segunda-feira, 26 de dezembro de 2011

INTRAS, EXTRAS E A EVOLUÇÃO DOS PLANETAS


(Trecho extraído de uma das palestras de Juan Uviedo em São Paulo em 2002).  






Janeiro 1996 - FOTO DA NASA (O Olho de Deus)
MyCn18  (Hourglass Nebula), uma Nebulosa Planetária
 localizada aproximadamente a 8,000 anos luz
Sistema Solar

A cada milhões de anos, os planetas se deslocam e vão trocando de vácuo.
SOL) – Mercúrio – Vênus – Terra - Marte – Júpiter – Saturno – Urano – Netuno –Plutão.

Nesse translado de corpos, o corpo, quando morre, deixa de girar; quando deixa de girar, perde suas partes mais leves para seus quatro abaixo.

Isso tem a ver com a quadratura do círculo, um problema mágico dos velhos tempos, quando a magia começou a crescer. A quadratura do círculo é algo importantíssimo dentro da magia: quando deixa de girar, acontece a espera e, na espera, o corpo se transforma em cubo e esse cubo será transladado até outro vácuo.

A primeira vez que esse translado ocorreu foi com Plutão. Plutão se deslocou para o vácuo de Netuno, então, os plutonianos, quando perceberam que viria o caos, cavaram e entraram dentro da pedra, então chegaram a Netuno como intraterrestres. Plutão é o pai dos intraterrestres.

Depois de milhões de anos isso aconteceu a Netuno; havia uma sociedade conservadora, que não queria perder sua pedra, mas também haviam os revolucionários, as cabeças modernas de Netuno, que inventaram naves, saíram da pedra, esperaram que Netuno fosse ao vácuo de Urano e, quando Plutão chegou ao vácuo de Netuno, desceram. Ao começar a girar, neste cubo criou-se um novo Netuno, o que nós conhecemos.

Nas imagens onde se vê a Terra cortada como uma melancia, podemos ver diferentes capas. Se cavarmos, vamos encontrar em seguida a capa que pertenceu a Marte, quando esta pedra estava no vácuo de Marte; se seguirmos cavando, vamos encontrar a capa de quando esta pedra estava no vácuo de Júpiter.

O vácuo é o que dá nome para o planeta. A pedra que cair no nosso vácuo se transformará em marrom (Terra). As pirâmides são próprias das civilizações marcianas e podem ser mais antigas. Estas pirâmides terráqueas foram construídas em cima de velhas pirâmides, no tempo em que a pedra ainda estava no vácuo de Marte.

Os intras são aqueles cujos avós são plutonianos e vieram sofrendo mutações e se transformando dentro dos vácuos; sempre estiveram dentro dos vácuos.

Os extras se moveram fora dos vácuos, eles tiveram uma atitude revolucionária, abandonaram a mãe e o pai e conservaram a hierarquia.

Nós todos aqui somos terráqueos, alguns com sementes extras e outros com sementes intras.

Quem tiver uma semente extra vai interessar também ao intra, porque os intras se interessam por quantidade. Eles precisam de gente, porque vão construir lugares, necessitam força física, porque terão que enfrentar todos os acontecimentos que irão vir sobre a Terra.

Os extras querem poucos, querem qualidade, porque em cada nave só podem resgatar 13 pessoas.

A diferença entre ser resgatado pelos extras ou pelos intras é que, se for pelos intras vamos ficar nos vácuos e vamos ver tudo; se formos resgatados pelos extras, seremos retirados e só voltaremos minutos depois de tudo terminado e nem vamos saber o que aconteceu.

Quando os extras descerem, os resgatados serão as sementes para a próxima evolução na Terra; e os intras estarão em Vênus.

Algumas mutações já podem ser vistas na natureza: bichos e insetos estranhos, plantas carnívoras. O caos total da Terra começará após o ano 2.250. Nós veremos alguma coisa. Já estamos vendo.

O Planeta Elno é o 12º planeta. Ele é como uma placenta, ou pele, que cobre o vácuo Preto, onde são gerados os planetas. Ele se comporta como uma placenta aberta que vai sugando o que precisa para se formar. Ele já sugou o que precisava de Plutão (isso começou em 1991) e neste momento (2002) ele está sugando tudo o que necessita de Netuno, por isso estamos perdendo a segurança. Em 2.250 ele vai estar em cima de nós (Terra) e aí ele vai sugar tudo o que precisar e vai engordar. Seu tamanho será várias vezes maior que o do Sol e queimará como nos filmes de ficção, desintegrando tudo com seus raios azuis.

Os terráqueos não suportarão ficar na superfície, terão que ficar dentro do solo. O planeta Elno, com a lua Quíron, dará uma volta e passará por entre Mercúrio e Vênus e então ele mandará Mercúrio para o Sol e, no momento em que no vácuo de Mercúrio não existir nenhum planeta, todos os planetas perderão o raciocínio, o canibalismo chegará ao máximo.

Ele dará a volta e os planetas mudarão de vácuo: Vênus irá para Mercúrio, nós começaremos a pensar de novo, a Terra irá para o vácuo de Vênus, Marte chegará no vácuo da Terra e, dependendo da semente, será a evolução.

Elno terminará sua volta pelo sistema carregando tudo dentro do seu ventre, e então produzirá um corpo, que será Plutão do outro lado do sistema. 

O corpo físico deste lado é produzido pela energia do outro lado, por isso, suspeitamos que exista exatamente o mesmo do outro lado do sistema – é a magia do TUDO. O que extrai de negativo deste lado vai produzir o corpo físico do outro lado. Este é o processo no qual a Cosmologia acredita e que está cada vez mais claro.

Veja transcrição de outra de suas palestras no site Cosmologia Nova Ciência

Kachina Azul - Profecia Hopi

Será que o Big-Bang criou dois universos?



Simulação realística do Universo recria evolução cósmica